DOI: 10.5281/zenodo.18567385

 

Rodrigo Minutti Recchia

Discente do Curso Superior de Mestrado Profissional em Tecnologia Gestão e Saúde Ocular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina Campus São Paulo; Especialista em Inteligência Artificial pelo Instituto Faculeste; Especialista em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). E-mail: rodrigo.recchia@unifesp.br

 

Simone Cristina Mussio

Docente da Faculdade de Tecnologia de Jahu. Doutora em Linguística pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Araraquara); Mestre em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Bauru); Especialista em Design Instrucional pela Universidade Anhanguera Uniderp; Especialista em Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Maringá; Graduada em Letras Português–Espanhol pela Universidade Federal de São Carlos; Graduada em Inglês pelo Centro Universitário de Maringá; e Pedagoga pela Universidade Metropolitana de Santos. E-mail: simone.mussio3@fatec.sp.gov.br


 

RESUMO

A proliferação de tecnologias digitais capazes de automatizar processos cognitivos complexos — como leitura, síntese, análise e produção textual — tem reconfigurado profundamente as práticas educacionais contemporâneas. Este artigo discute a centralidade da curadoria docente e da mediação pedagógica consciente como respostas aos desafios impostos pela terceirização do esforço intelectual e pelo enfraquecimento da autoria estudantil em ambientes tecnológicos automatizados. Trata-se de pesquisa qualitativa fundamentada em revisão teórico-bibliográfica, com base em autores brasileiros de referência nas áreas de didática, formação docente, cultura digital e avaliação formativa. O trabalho organiza-se em introdução, metodologia, fundamentação teórica, discussão e considerações finais, articulando conceitos de intencionalidade docente, mediação pedagógica, avaliação formativa e desenvolvimento da autonomia discente. O estudo argumenta que a atuação docente precisa integrar competências de letramento informacional, educação para a ética acadêmica, mediação crítica e estratégias de autonomia guiada, promovendo o uso reflexivo e criterioso das tecnologias. Defende-se que o professor assume papel estruturante como organizador de experiências de aprendizagem significativas, orientador de processos cognitivos e mediador ético do conhecimento, transformando informação dispersa em saberes contextualizados e socialmente relevantes. A análise evidencia que o uso indiscriminado de ferramentas automatizadas favorece práticas superficiais, nas quais o produto se sobrepõe ao percurso cognitivo. Conclui-se que a curadoria docente constitui competência essencial para preservar a natureza humana, interpretativa e dialógica da aprendizagem, garantindo que a educação permaneça como processo reflexivo, autoral e eticamente responsável, mesmo em contextos permeados por sistemas automatizados de produção e circulação de conteúdos.

Palavras-chave: Curadoria Docente. Mediação Pedagógica. Autoria. Cultura Digital. Formação Crítica.