Rodrigo Minutti Recchia
Discente do Curso Superior de Mestrado
Profissional em Tecnologia Gestão e Saúde Ocular da Universidade Federal de São
Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina Campus São Paulo; Especialista em
Inteligência Artificial pelo Instituto Faculeste; Especialista em Gerenciamento
de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). E-mail:
rodrigo.recchia@unifesp.br
Simone Cristina Mussio
Docente da Faculdade de Tecnologia de Jahu.
Doutora em Linguística pela Universidade Estadual Paulista (UNESP –
Araraquara); Mestre em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP –
Bauru); Especialista em Design Instrucional pela Universidade Anhanguera
Uniderp; Especialista em Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Maringá;
Graduada em Letras Português–Espanhol pela Universidade Federal de São Carlos;
Graduada em Inglês pelo Centro Universitário de Maringá; e Pedagoga pela
Universidade Metropolitana de Santos. E-mail: simone.mussio3@fatec.sp.gov.br
RESUMO
A proliferação de tecnologias digitais capazes de automatizar processos
cognitivos complexos — como leitura, síntese, análise e produção textual — tem
reconfigurado profundamente as práticas educacionais contemporâneas. Este
artigo discute a centralidade da curadoria docente e da mediação pedagógica
consciente como respostas aos desafios impostos pela terceirização do esforço
intelectual e pelo enfraquecimento da autoria estudantil em ambientes
tecnológicos automatizados. Trata-se de pesquisa qualitativa fundamentada em
revisão teórico-bibliográfica, com base em autores brasileiros de referência
nas áreas de didática, formação docente, cultura digital e avaliação formativa.
O trabalho organiza-se em introdução, metodologia, fundamentação teórica,
discussão e considerações finais, articulando conceitos de intencionalidade
docente, mediação pedagógica, avaliação formativa e desenvolvimento da
autonomia discente. O estudo argumenta que a atuação docente precisa integrar
competências de letramento informacional, educação para a ética acadêmica,
mediação crítica e estratégias de autonomia guiada, promovendo o uso reflexivo
e criterioso das tecnologias. Defende-se que o professor assume papel estruturante
como organizador de experiências de aprendizagem significativas, orientador de
processos cognitivos e mediador ético do conhecimento, transformando informação
dispersa em saberes contextualizados e socialmente relevantes. A análise
evidencia que o uso indiscriminado de ferramentas automatizadas favorece
práticas superficiais, nas quais o produto se sobrepõe ao percurso cognitivo.
Conclui-se que a curadoria docente constitui competência essencial para
preservar a natureza humana, interpretativa e dialógica da aprendizagem,
garantindo que a educação permaneça como processo reflexivo, autoral e
eticamente responsável, mesmo em contextos permeados por sistemas automatizados
de produção e circulação de conteúdos.
Palavras-chave: Curadoria Docente. Mediação Pedagógica. Autoria. Cultura Digital. Formação Crítica.


