DOI: 10.5281/zenodo.19262519

 

Bruna Garcia Toledo

Mestrandos Acadêmicos em Direito Constitucional Econômico das Faculdades Alves Faria – UNIALFA. Goiânia-GO. E-mail: brunagarciatoledo@hotmail.com e andreluisbispo@gmail.com

 

André Luis Bispo

Mestrandos Acadêmicos em Direito Constitucional Econômico das Faculdades Alves Faria – UNIALFA. Goiânia-GO. E-mail: brunagarciatoledo@hotmail.com e andreluisbispo@gmail.com

 

RESUMO

O presente artigo analisa criticamente a influência das normas de jus cogens na conformação da Constituição Econômica brasileira de 1988, investigando de que forma princípios internacionais de caráter imperativo — como dignidade da pessoa humana, justiça social, função social da propriedade e desenvolvimento sustentável — foram incorporados ao texto constitucional, e quais barreiras estruturais dificultam sua efetivação. Partindo de uma abordagem teórico-dogmática, com método dedutivo e pesquisa bibliográfica e documental, o estudo examina a interseção entre o direito constitucional econômico e o direito internacional, à luz das transformações normativas pós-Segunda Guerra Mundial. A análise evidencia que, embora a Constituição de 1988 dialogue amplamente com os valores do jus cogens, persistem obstáculos políticos, econômicos e institucionais que comprometem sua eficácia material, como demonstra o impacto de reformas econômicas recentes. Argumenta-se que a ordem econômica constitucional brasileira se estrutura como projeto normativo com pretensão transformadora, cuja realização exige compatibilização entre soberania nacional e obrigações internacionais. Conclui-se que o jus cogens opera não apenas como critério de validade das normas constitucionais e infraconstitucionais, mas também como instrumento crítico de resistência a retrocessos e de afirmação de uma racionalidade econômica orientada por direitos fundamentais.

Palavras-chave: Jus cogens. Constituição Econômica. Soberania. Direitos Fundamentais. Justiça Social.