DOI: 10.5281/zenodo.19262493

 

Carlos Alberto dos Santos Lima

Graduando em pedagogia, carlossantosedc@gmail.com

 

RESUMO

O presente artigo analisa a trajetória histórica da pessoa com deficiência e suas repercussões na organização do campo educacional brasileiro, com o objetivo de compreender como as concepções construídas ao longo do tempo influenciaram a consolidação dos direitos educacionais desse público. A pesquisa possui abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e exploratória, fundamentada em estudos publicados entre 2016 e 2025 e em documentos normativos nacionais e internacionais que orientam a educação inclusiva no Brasil. A análise foi realizada por meio de leitura seletiva e interpretativa, identificando transformações conceituais da deficiência e seus desdobramentos no sistema educacional. Os resultados evidenciam que, nas sociedades antigas, predominavam práticas de exclusão, reforçadas posteriormente pelo modelo médico, que compreendia a deficiência como problema individual. A partir da segunda metade do século XX, com o fortalecimento dos direitos humanos e a consolidação do modelo social, houve uma ruptura paradigmática ao reconhecer as barreiras sociais como fatores determinantes da exclusão. No Brasil, a educação especial, inicialmente segregacionista, foi gradativamente substituída por políticas inclusivas respaldadas pela Constituição de 1988, pela LDB nº 9.394/1996 e pela Lei Brasileira de Inclusão. Conclui-se que, apesar dos avanços legais, a efetivação da educação inclusiva ainda enfrenta desafios estruturais, formativos e culturais, exigindo compromisso contínuo para garantir acesso, permanência e aprendizagem significativa.

Palavras-chave: Educação inclusiva; Políticas públicas; Deficiência.