Graduando(a) do Curso de
Educação Fisica do Centro Universitário
UniFatecie; e-mail: autor1 cleytonssoares@email.com.
Professor
Mestre. Celso Alvez
Orientador:
Professor Dr. Carlos Eugênio Líbano
RESUMO
A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que articula
elementos de luta, dança e música, originada como forma de resistência dos
africanos escravizados no Brasil. Desenvolvida nos quilombos e senzalas, a
prática foi criminalizada durante os períodos colonial e imperial, sendo
associada à marginalidade e reprimida pelas autoridades. No século XX, com a
atuação de mestres como Bimba e Pastinha, e o apoio do governo de Getúlio
Vargas, a capoeira passou a ser reconhecida como esporte nacional. Em 2008, o
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) registrou a
capoeira como bem cultural brasileiro, dividindo-a em duas expressões: o Ofício
dos Mestres e a Roda de Capoeira. Em 2014, a UNESCO declarou a Roda de Capoeira
como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, reconhecendo sua relevância
como símbolo de resistência, identidade afrodescendente e interculturalidade. A
roda, espaço ritualizado de transmissão de saberes, promove redes de
sociabilidade, hierarquia e solidariedade entre os praticantes. A globalização
da capoeira trouxe desafios contemporâneos, como tensões entre tradição e
inovação, debates sobre autenticidade e apropriação cultural. A política de
salvaguarda exige ações contínuas para preservar os saberes ancestrais e
garantir o protagonismo das comunidades de origem. Além disso, a capoeira é
reconhecida como atividade social que estimula a inteligência interpessoal,
promovendo empatia, comunicação não verbal e cooperação. A trajetória da
capoeira, da escravidão ao reconhecimento internacional, evidencia o poder da
cultura como instrumento de resistência, memória e transformação social,
reafirmando o valor da diversidade cultural e da luta por justiça histórica.
Palavras-chave: Capoeira , Indigénas , Escravidão


